sábado, 11 de agosto de 2012

Sal e Luz, cor e sabor para a vida cristã

Mateus 5.13-16
“Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
 Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus".
-INTRODUÇÃO: Imagine a vida sem luz, você não saberia a cor e a dimensão de nada nem de si mesmo. Imagine uma comida sem sabor, ou pior sem tempero, não tem nem apetite para comer.
Ilustração: (apresentar uma vela, um pouco de sal e uma vasilha como exemplos). Olhe para o sal, para a luz desta vela e para esta vasilha. Qual é a utilidade especialmente do sal e da luz? E se eu os encobrir com esta vasilha? Continuará tendo a mesma função? Cada um destes elementos tem um propósito vital para nós. Contudo o sal é para a boca e a luz é para os olhos. Não podemos colocar o sal nos olhos e não é preciso colocar luz na boca.
Todos temos luz em casa? Em sal? Como é bom ter a casa iluminada e um bom tempero na comida! È exatamente com estas coisas tão simples, mas importantes que Jesus comparou o testemunho e a vida cristã. Quando Jesus ensinou a ser sal e luz queria transmitir a mensagem de que a vida cristã tem uma diferença, é preciso luz para discernir as coisas, é preciso sal para provar o gosto da vida.
Está faltando cor e sabor em sua vida?
Cada um [sal e luz] têm a sua utilidade. São dois elementos muito distintos, mas que têm algumas características em comum:
I – EQUILÍBRIO:
Um alimento sem sal é terrível, mas se for salgado demais também é difícil de ingerir. Da mesma forma, ficar no escuro é horrível, mas se a luz for forte demais os olhos não agüentam. Portanto é necessária uma medida certa para cada um deles de forma que não faça falta nem incomode.
Isso nos ensina que o cristão deve ter bom senso, equilíbrio, temperança. Não é bom ser uma pessoa chata, que incomoda. É preciso discernimento e saber que há tempo de falar e tempo de calar. Por isso o apóstolo Paulo orientou: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4.6).
Qual tem sido o nível de equilíbrio do sal e da luz em nossas vidas?
II – CONTATO:
Já vimos que o sal apenas no saleiro, saquinho ou na vasilha não faz diferença. Como também a luz escondida debaixo do alqueire ou desta vasilha, como explicou Jesus não faz sentido. A luz permite o contato com o mundo, ver as coisas antecipadamente para tocar. O sal também precisa ser tocado, provado para saber o sabor. Para salgar um alimento o sal precisa ser esfregado ou estar em contato durante algum tempo para dar o gosto adequado.
Qual é a maior dificuldade em experimentar o sabor da vida cristã ou enxergar a cor do mundo?
III – NATURALIDADE:
Depois de provado o sabor do sal e as cores da vida proporcionadas através da luz, isso se torna uma necessidade natural. Sempre será desejada aquela medida de luz e sal. Mas com o tempo se torna algo tão natural que só sentimos a falta quando corremos o risco de perder. Cada pessoa gosta de uma medida de luz em seu ambiente bem como uma quantia de sal em seu alimento. Deste modo cada um de nós tem uma necessidade de buscar a luz de Deus e o sabor da vida cristã.
Tem sido algo natural para você ser um cristão? Tem sentido falta de algum destes elementos em sua vida? Qual a medida que você gosta?
Deus quer dar cor e sabor à sua Vida!
- CONCLUSÃO:
Se pudéssemos medir a quantidade de luz e sal que temos em nossa vida cristã talvez soubessem dizer exatamente o quanto de equilíbrio, contato e naturalidade temos em nosso testemunho.
Sem dúvida hoje temos grande necessidade de testemunho cristão na sociedade em que vivemos. Contudo Jesus nos deixou estas duas ferramentas que precisam estar presentes na vida cristã para dar sabor e cor. Isso significa que é algo prazeroso e não maçante.
Podemos concluir definindo o que é testemunhar a vida cristã sendo sal e luz:
Ter testemunho é ter uma vida de cor e alegria proporcionadas pela luz de Jesus que vence as trevas deste mundo.
Testemunhar é ter uma vida saborosa cheia de prazer e que alimenta salgando tudo que é sem gosto na vida das pessoas que estão a nosso redor.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Por que Deus não impediu a Queda?

 

Eis uma das mais delicadas questões com que se depara a Teologia cristã. Como crentes na soberania divina irrestrita, não podemos supor que a Queda tenha pego Deus de surpresa.
A prova de que Deus não apenas previa a desobediência humana, como a permitiu, e a incluiu em Seu glorioso plano, é que, antes mesmo da fundação do mundo, Ele havia provido um meio de equacionar o problema do pecado. De forma que a Bíblia nos apresenta Cristo como o “Cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo” (Ap.13:8b).
Não há improvisos no plano arquitetado por Deus. E a prova disso é que Ele já havia feito ampla provisão.
Antes do início da História, um plano foi arquitetado, em que cada evento foi previamente decretado pelo Criador. Em Sua Onisciência, Deus sempre soube com antecedência de todas as coisas. O Deus das Escrituras não deve ser confundido com o “deus” da chamada teologia de processo, que nada sabe quanto o futuro, pois é refém do tempo que ele mesmo criou.

Definitivamente, Deus não é refém do tempo. Ele vive na Eternidade, onde não há passado ou futuro, mas um eterno agora. Todas as coisas estão diante d’Ele concomitantemente. Ele não precisa lançar mão de dados estatísticos, para saber a probabilidade de algo acontecer ou não. Ele simplesmente sabe.
Em Sua sabedoria, Ele decidiu que o homem só conheceria Seu amor e Sua graça, se tropeçasse e caísse de seu estado original.
Agostinho foi feliz ao declarar: “Oh bendita queda, que nos proporcionou tão grande redentor!”. Se não houvesse Queda, não haveria necessidade de Redenção. Se não ocorresse a Ruptura, também não haveria a Convergência em Cristo na Plenitude dos Tempos. Portanto, não haveria cruz; jamais entenderíamos a profundidade do amor de Deus. A graça nos seria um conceito desprovido de qualquer sentido.
Sem a Queda, fatalmente seríamos corrompidos por nossa própria perfeição, como aconteceu com um tal querubim ungido.
Foi melhor sermos humilhados, para ser depois exaltados pela Graça divina, do que nos exaltarmos, e sermos definitivamente derrubados de nossa arrogância.
Tudo estava no plano de Deus. A maneira como cairíamos, e como seríamos reconduzidos à glória.

A serpente não entrou no paraíso por um descuido de Deus. A provisão de Deus para a reversão da Queda é Cristo. Ele reverteu, através de Sua obediência, o processo desencadeado pelo pecado. Ele não só zerou nosso débito, mas colocou-nos numa situação de crédito com Deus.

Adão foi tentado no paraíso e caiu. Jesus foi tentado no deserto, e não caiu. Enquanto Adão podia comer de todas as árvores, Jesus, no deserto, não tinha alternativa pra saciar Sua fome, senão transformar pedras em pão. Mas Ele resistiu até o último instante.
Agora, Sua vida justa e santa é creditada em nossa conta, enquanto nossos pecados foram debitados na Sua. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co.5:21).

segunda-feira, 26 de março de 2012

As Dez coisas Mais Poderosas no Universo

Em um mundo de terrorismo, ditadura e armas de destruição em massa, como podem eventos que aconteceram a 2 mil anos atrás em um vale próximo a Jerusalém realmente fazer diferença em nossas vidas hoje? O sofrimento de Jesus Cristo na cruz e Sua ressurreição três dias mais tarde têm ainda poder para derrotar os inimigos de tudo o que é bom e certo? A resposta é um triunfante “Sim!”

É importante lembrarmos que as últimas palavras de Jesus antes de sua morte foram, “Está consumado.” A dívida de nossos pecados foi totalmente paga. Mesmo que a obra da redenção tivesse terminado, Jesus não estava acabado. Três dias depois, Jesus levantou da morte pelo poder de Deus. O poder de Deus é maior que qualquer outro poder que exista no mundo hoje. Mais que qualquer exército, mais que qualquer armamento, mais que qualquer governante, Jesus é Senhor sobre tudo e tem mais poder do que todas as coisas.

A seguir você tem uma lista das dez coisas mais poderosas no universo que estão à sua disposição hoje como um cristão verdadeiro em Cristo Jesus.

1. O Poder do Sangue de Jesus – Nada mais pode lhe conceder o perdão.

“Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus” Efésios 1:7

2. O Poder do Evangelho – Nada mais pode salvar sua alma.

“Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê ” Romanos 1:16.”

3. O Poder da Cruz – Nada mais pode libertá-lo da escravidão do pecado.

“Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruido, e não mais sejamos escravos do pecado.” Romanos 6:6

4. O Poder da Palavra – Nada mais pode lhe revelar a verdade transformadora.

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.” Hebreus 4:12

5. O Poder do reino de Deus – Nada mais pode proteger você contra o mal.

“E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre.” Mateus 6:13

6. O Poder do Espírito Santo – Nada mais poderá torná-lo mais conforme a imagem de Cristo.

“Estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.” II Coríntios 3:18

7. O Poder da Ressurreição – Nada mais pode lhe dar esperança eterna.

“Ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição.” I Pedro 1:3

8. O Poder da Oração – Nada mais pode mover a mão de Deus.

“E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão.” Mateus 21:22

9. O Poder da Graça – Nada mais pode dar livremente tudo o que você precisa.

“Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário.” II Coríntios 9:8

10. O Poder da Fé – Nada mais pode mantê-lo firme até o fim.

“Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser relada no último tempo.” I Pedro 1:1-5

Finalmente, esteja certo de que Jesus Cristo está nesse momento sentado à mão direita do Pai, que Seu nome está acima de todo nome, que ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, de que todos inimigos estão aos seus pés, e que seu governo e paz jamais terão fim. Muito em breve ele levantará de Seu trono e voltará à terra para reinar em justiça. Até àquele dia, continue firme Nele, porque a sua redenção está próxima.



terça-feira, 20 de março de 2012

Terreiros de Macumba Gospel

Alguns dias atrás vimos um “duelo espiritual” entre os dois maiores nomes do neopentecostalismo brasileiro: Edir Macedo e Valdomiro Santiago. Os dois trocaram acusações e cada um amaldiçoou a igreja concorrente. Para ser mais enfático, Macêdo (Igreja Universal) usou de entrevistas com demônios para atacar Valdomiro (Igreja Mundial). Você pode conferir a “entrevista” clicando aqui. Não quero discutir aqui se tais práticas são forjadas ou não. Quero apenas expor a prática desses empresários (não ouso chamá-los de pastores) e combatê-las a luz das escrituras.
Manifestações demoníacas, exorcismos, conversas com demônios e outros shows de horrores estão invadindo as igrejas das grandes cidades, principalmente nas periferias. Ao assistir alguns vídeos, ler notícias e até mesmo participar de alguns cultos, penso que algumas reuniões ditas cristãs mais se parecem com uma sessão de umbanda. Alguns púlpitos mais parecem terreiros de macumba, onde o povo espera por alguma manifestação sobrenatural de qualquer tipo, boa ou maléfica. É o triste “ver para crer” de Tomé. O pior é que as manifestações demoníacas são mais esperadas e aplaudidas que, talvez, as manifestações da presença de Deus. Acha exagero? Não é! Deus se faz presente onde dois ou mais se reúnem (Mat 18:20), mas nessas igrejas a unção ou poder do culto só fica em evidência quando demônios se manifestam. O fato de Deus está presente não é suficiente, as pessoas querem um experiência com os inimigos de Deus.
Isso não é o evangelho, amigos. A presença de Deus através do seu doce e santo Espírito é suficiente em todas as reuniões das verdadeiras igrejas. Se temos o Espírito Santo de Deus, por que buscarmos um espírito imundo. Não faz nenhum sentido! Se você gosta dessas coisas acorde! Manifestações demoníacas dentro de igrejas não significam poder de Deus, pelo contrário, mostram a falta dele. Ou você acha que um culto onde Deus está presente e sendo adorado através de louvores e palavra tem espaço para satanás ficar se manifestando de várias formas, várias vezes? Claro que não! Igreja santas estão cheias da luz da presença de Deus, que não se misturam com as trevas. (2 Cor 6:14-15)
Não estou dizendo que demônios não se manifestam. Acredito no poder deles e sei que algumas pessoas que freqüentam a igreja estão vulneráveis. Vale dizer que cristãos verdadeiros não podem ser tomados ou possuídos por demônios ao ponto de serem controlados por eles. (1 Col 1:13/1 Jo 5:18/2 Tes 3:3). Mais importante ainda é ver o procedimento de Jesus diante de tais manifestações. Os demônios nem ousam falar na presença do Deus vivo. Jesus nunca os instigou a fazer nada e muito menos puxou conversa com algum deles. Pelo contrário, Ele sempre repreendeu essas manifestações de forma simples, rápida e com autoridade. (Mat 8:16/ Mar 5:1-14/Mar 9:25) Jesus não estava preocupado com o show ou demonstração pública de “poder”, Ela esta preocupado em preservar e proteger a pessoa que estava sobre ataques demoníacos. Essa deve ser nossa postura.
Alguns pastores estão se perdendo nessas práticas e muitas ovelhas estão indo juntas. Cuidado com os lobos, cuidado com os shows, muito cuidado com os demônios. Busquem sempre a presenças e manifestações do Espírito Santo. O grande poder de Deus não está em expulsar demônios, está na transformação do nosso caráter dia após dia.

Jeconias Gonçalves, Servo de Cristo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ESBOÇO - Majestade, Santidade e Glória

Texto Bíblico: Isaías 6.1-3

Introdução: A visão que teve Isaías ocorreu no ano em que morreu o Rei Uzias, (742 a.C.) – talvez a experiência da morte do Rei produziu um senso de vazio, que o levou ao Templo em busca de consolo. No Templo, Isaías teve uma grande visão de Deus, que culminou com sua chamada profética. Isaías teve uma visão tríplice de Deus. Vamos percorrer as fases desta visão e aplicá-la aos nossos dias. Vejamos:

1- Isaías Viu a Majestade de Deus. (v.1).

A primeira característica que ganha destaque do profeta é o fato de que Deus é cheio Majestade. Ele é descrito como sentado em um trono muito alto e elevado, acima da terra. Apenas a barra de seu manto enche todo o Templo, que era enorme. Percebe-se, desta forma, que Deus é o rei soberano de toda a terra, nada se compara à sua grandiosidade e poder.

Ele está acima de qualquer autoridade e poder humano, é maior que reinos e reis. Seu trono é fixo e ele reinará para sempre, ninguém pode tirar seu reinado, ao contrário dos reis da terra.

Isaías teve esta visão justamente no ano da morte do rei Uzias. A morte de um rei sempre causava desespero e instabilidade entre o povo, pois não havia garantia de que o herdeiro ao trono iria conduzir o reino da mesma forma que o pai.

A visão mostra que, independente da circunstância, Deus sempre será rei. Homens morrem, reis deixam o reinado, situações financeiras mudam, pais se separam, tragédias acontecem, mas não devemos perder a esperança, porque o Deus Todo poderoso nunca deixará de governar e de ter o controle sobre tudo o que acontece. (Sl 145.13).

Precisamos de uma visão de um Deus que esteja além de nós (num trono alto, sublime e exaltado) e não seja apenas um produto de nossa imaginação.

2- Isaías Viu a Santidade de Deus. (vv.2,3).

A segunda característica destacada por Isaías é a santidade de Deus. Os Serafins dão grande ênfase a isto ao afirmar por três vezes que Deus é santo. “… Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos…” Dizer que Deus é santo é afirmar que ele é diferente de todas as suas criaturas. Os serafins sabiam isto e cobriam o rosto e o corpo, pois eram tão diferentes de Deus que não se viam como dignos de olhar para sua face e aparecer diante dele com seus corpos tão diferentes e inferiores. Esta é uma grande revelação do caráter de Deus: a sua santidade.  A idéia básica de Santidade é “separação”, ou seja, Deus está separado e acima de sua criação. Significa também que Deus está além do Universo, acima dele, separado; e que não há nele qualquer erro, falha ou imperfeição. Esse é o Deus a quem servimos; um Deus perfeito.

A santidade divina significa que Deus é separado do pecado. (6.3).
A santidade de Deus proporciona o padrão a ser imitado. (Lv 19.2b). – “… Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.”
Tal santidade é condição para que O vejamos. (Hb 12.14).  - “… sem a santificação, ninguém verá o Senhor.”
Deus deseja ser conhecido essencialmente por Sua santidade, pois esse é o atributo pelo qual Ele é glorificado por excelência.

3- Isaías Viu a Glória de Deus. (v. 3b).

Em terceiro lugar, chamou a atenção o que os anjos afirmam que “… toda a terra está cheia da sua glória.” No texto são os Serafins que estão proclamando a “Glória de Deus”. Veja a expressão: “Toda a terra está cheia de sua glória”. Isaías podia perceber uma pequena demonstração desta glória ali dentro do Templo.

A “glória do Senhor” refere-se a uma manifestação visível da presença e do esplendor de Deus. A glória de Deus também se refere á presença visível de Deus entre o seu povo. A glória de Deus é também chamada a Shekinah de Deus. A palavra Shekinah vem do verbo hebraico que significa “habitação (de Deus)”, empregada para descrever a manifestação visível da presença e a glória de Deus.

A Glória de Deus é Manifestada:

Na criação. (Sl 19.1). “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”
No seu julgamento. (Ez 39.21). “E eu porei a minha glória entre os gentios e todos os gentios verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado.”
Na redenção. (Lc 2.13-14). “E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.”
Quando construímos uma casa para Ele. (2Cr 7.1-3). Após o rei Salomão haver construído uma das sete maravilhas do mundo antigo: O grande Santuário. A Bíblia diz que, Deus encheu aquele Santuário de uma forma tão tremenda que os sacerdotes ficaram embriagados com a glória de Deus.
Através da fé. (Jo 11.40). “Disse-lhe Jesus: Não te disse, se creres, verás a glória de Deus?”
Resumo: Assim como o profeta Isaías, Todo aquele que verdadeiramente conhece, compreende, crê e assim vive segundo a visão de Deus, revelada em Cristo Jesus e na Sua palavra, tem um estilo de vida impactado por esta mesma visão.

Precisamos conhecer compreender e viver segundo a visão, a revelação divina de que o caminho para o bom êxito é o caminho da vida em comunhão e obediência a Deus Pai, por meio de Jesus Cristo, sob a capacitação do Espírito Santo.

Deus nunca está ocupado

“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera” (Isaías 64.40).

São muitos os textos bíblicos que nos mostram Deus, sempre trabalhando, agindo, em plena atividade. Apesar de tantos afazeres Ele nunca está ocupado. Esta afirmação parece contraditória, mas não é quando se trata de Deus.

Como alguém pode trabalhar tanto e nunca estar ocupado?
Para nós seres humanos, temporais, limitados ao tempo e espaço, isso é impossível. Nem todos conseguem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, até porque existem trabalhos que exigem de nós atenção e dedicação total. Motivo pelo qual a nossa relação com o trabalho nem sempre é prazerosa, por vezes, junto com a ocupação vem a preocupação, basta uma lista de tarefas para tirar o sono de algumas pessoas.

No cumprimento das “obrigações” diárias, nos fadigamos e pra não deixarmos trabalho acumulado precisamos nos organizar. Às vezes anotamos as tarefas do dia, da semana, do mês e até do ano numa agenda para não nos esquecermos de nenhuma delas. Para nós, estar fazendo alguma coisa, importante ou não, é o mesmo que estar ocupado. Estar ocupado é estar indisponível, essa é mais uma das muitas diferenças que existem entre nós e Deus. Enquanto falta-nos tempo para tantas coisas, Ele está sempre disponível.
A nossa indisponibilidade pode nos afastar do lazer, dos amigos, da família, de nós mesmos. Isso não pode acontecer, portanto precisamos ficar atentos para exercermos uma boa administração do Tempo. Todavia o problema se agrava quando estamos ocupados demais para nos relacionar com Deus.

Ele é um Deus sempre ativo, que trabalha, e o faz por nós. “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo; as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares” (Salmos 8.3-8).

O Deus Criador dos céus, da Terra e de tudo que neles há, busca um relacionamento profundo conosco. Relacionamento é amizade, é contato, é conversa, é comunhão. Por isso no relacionamento com Deus não pode faltar a oração, mas não é somente chegar-se a Ele para pedir e pedir. Embora Deus trabalhe a nosso favor, fazendo o que não podemos fazer, Ele não é um meio para conseguirmos tudo o que desejamos. Quando nos aproximamos dEle precisamos estar conscientes de que vamos ao encontro de um amigo. 
Um amigo que nos ama, nos ouve e nos entende, um amigo a quem podemos pedir e a quem devemos sempre agradecer. Deus sente prazer em nos abençoar, “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes” (Mateus 6.8)  mas principalmente em conversar conosco.

Não esquecendo, que para que haja conversa, diálogo é necessário que falemos com Ele, e Ele conosco. Nós falamos com Deus através da oração, mesmo que silenciosa, e Deus fala conosco através de Sua Palavra escrita, através das pessoas, além de falar diretamente ao nosso “coração”. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3.22).    

Para falar com Deus e ouvi-lo falar conosco precisamos dispor de tempo, o que não é fácil, com a vida agitada que levamos. Tempo é uma das coisas mais difíceis de doar, aliás, para a maioria das pessoas, parece mais fácil doar bens materiais do que tempo. Como não encontramos tempo para fazer tudo que desejamos sempre temos que sacrificar algo, geralmente àquilo de que menos gostamos. Porque o que importa mesmo é que tenhamos tempo para as coisas que julgamos mais importantes. Infelizmente, há momentos em que Deus parece não ser tão importante, e vai sendo “empurrado” para algum “canto” de nossas vidas, para o “se sobrar tempo”. Contudo não podemos nos conformar com isso, Deus é Soberano “O SENHOR reina; está vestido de majestade” (Salmos 93.1) e ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, não podemos ofertar menos do que o melhor, de tudo que temos e somos “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Na medida em que reconhecemos a Soberania de Deus sobre nossas vidas, vai ficando cada vez mais difícil não dedicarmos a Ele o melhor; seja nas finanças, nos talentos, no tempo, etc. Nosso relacionamento com Deus deixa de ser baseado em trocas, e nossa busca consiste em nos tornarmos para Ele o que Ele é para nós. AMIGO.
 “...E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus”... (Tiago 2.23).
 
Jeconias Gonçalves.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Você é membro do corpo de Cristo.


Ao falar sobre os seguidores, ou discípulos de Jesus, as Escrituras usam várias comparações para tentar explicar a realidade espiritual que envolve essas pessoas.

Jesus fez algumas dessas comparaçãoes e também os apóstolos, em seus textos, tentataram explicar quem são essas pessoas decidem seguir o Rei e quais as implicações que sobrevêm a elas quando decidem seguir a Jesus.
·       
·        Um rebanho (Atos 20:28, João 10:11, 27-28)
·        Uma festa, um casamento...
·        Uma videira (João 15:1)
·        Uma plantação ( I Cor. 3:9)
·        Uma construção  ( I Cor. 3:9, I Pedro 2:5, Ef. 2:19-22)
·        Uma família (Ef. 2:19-10)
·        Um corpo (I Cor. 12:12-27)

Cada uma dessas comparações tem o propósito de nos ajudar a compreender melhor e viver melhor a realidade como seguidores de Jesus.

Então preciso deixar bem claro o meu entendimento de que essas comparações não falam sobre como são aqueles que tem o nome listado no rol de membros da organização, mas das características daqueles que se deixaram amar pelo Pai (amor demonstrado na Cruz), tiveram seus nomes escritos no livro da vida e se tornaram seguidores do Caminho.

Esboço, Como encontrar descanso para a alma?


Tema: Como encontrar descanso para a alma?

Texto: Jr. 6:16: Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminho, e vede, e  perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.

Introdução: Este texto apresenta algumas atitudes que se tomadas nos levarão ao descanso para a alma. Essas palavras são um esboço das palavras de Jesus em Mt 11:28-30. No Salmo 23, Deus nos dá a promessa de levar-nos às águas tranqüilas e mansas para a alma. Como entrar e estar neste descanso à alma?

I – pôr-se  a caminho.

A - O Senhor Jesus é o caminho - Jo 14:6
B - Logo, você deve estar aliançado com Cristo.
C - O caminho de Deus é perfeito, logo, você encontra perfeição nele - II Sm 22:31

II - Perguntar por Ele.

A -  Perguntar qual é o verdadeiro Caminho, o verdadeiro caminho é conhecer Deus e Jesus Cristo - Jo 17:3
B - Devemos perguntar pelo bom Caminho que é Jesus Cristo de
Nazaré - Jr. 6:16
C -  Deus te faz o convite: Se quiser perguntar, pergunte! - Is
21:12

III Andar por Ele

A - Se alguém diz estar nele, esse deve também andar como ele andou - I Jo 2:6
B - Se alguém se desviar, ouvirá a voz do Pai dizendo: Esse é o Caminho andai por ele - Is 30:21
C - Andar significa seguir o exemplo dado - II Co 12:18

Conclusão: Se você puser-se-se a caminho (relacionar-se com Jesus), se você perguntar por ele (estar disposto a conhecê-lo), e se você andar por Ele,
(Seguir seu exemplo), você terá inevitavelmente o descanso a sua alma e permanecerá lá por todos os dias da tua vida!
 
Jeconias Gonçalves

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Salmo 23 (breve exegese)
















O Senhor é o meu Pastor... Isto é relacionamento!
Nada me faltará... Isto é suprimento!
Caminhar me faz por verdes pastos... Isto é descanso!
Guia-me mansamente a águas tranqüilas... Isto é refrigério!
Refrigera minha alma... Isto é cura!
Guia-me pelas veredas da justiça... Isto é direção!
Por amor de seu nome... Isto é propósito!
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte... Isto é provação!
Eu não temeria mal algum... Isto é proteção!
Porque tu estás comigo... Isto é fidelidade!
A tua vara e o teu cajado me consolam... Isto é esperança!
Unge a minha cabeça com óleo... Isto é consagração!
E o meu cálice transborda... Isto é abundância!
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirãotodos os dias da minha vida... Isto é benção!
E eu habitarei na casa do Senhor... Isto é segurança!
Por longos dias... Isto é eternidade!

A Bíblia é suficiente pra você?

Salmo 119.96 – “toda perfeição tem o seu limite; mas o mandamento do Senhor é ilimitado.”
 
Salmo 19.7 – “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”

Dizer que algo é suficiente é dizer que não precisa de substitutos, nem complementos. De fato a Bíblia não necessita de substitutos nem de complementos. Tudo o que precisamos saber sobre Deus está na Bíblia. Os textos bíblicos acima declaram esta suficiência usando o adjetivo perfeição. Assim, a Bíblia é suficiente em si mesma, ou seja, por sua própria definição.
Mas a Bíblia é suficiente para você?
Uma boa forma de aferirmos essa suficiência em nossa experiência é refletir sobre como podemos nos aproximar do Livro Sagrado. Citaremos brevemente, a seguir, algumas formas negativas de aproximação e concluiremos com o testemunho da própria Bíblia de sua suficiência, com o intuito de incitar-nos a uma aproximação saudável.


Jeconias Gonçalves.