sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ESBOÇO - Majestade, Santidade e Glória

Texto Bíblico: Isaías 6.1-3

Introdução: A visão que teve Isaías ocorreu no ano em que morreu o Rei Uzias, (742 a.C.) – talvez a experiência da morte do Rei produziu um senso de vazio, que o levou ao Templo em busca de consolo. No Templo, Isaías teve uma grande visão de Deus, que culminou com sua chamada profética. Isaías teve uma visão tríplice de Deus. Vamos percorrer as fases desta visão e aplicá-la aos nossos dias. Vejamos:

1- Isaías Viu a Majestade de Deus. (v.1).

A primeira característica que ganha destaque do profeta é o fato de que Deus é cheio Majestade. Ele é descrito como sentado em um trono muito alto e elevado, acima da terra. Apenas a barra de seu manto enche todo o Templo, que era enorme. Percebe-se, desta forma, que Deus é o rei soberano de toda a terra, nada se compara à sua grandiosidade e poder.

Ele está acima de qualquer autoridade e poder humano, é maior que reinos e reis. Seu trono é fixo e ele reinará para sempre, ninguém pode tirar seu reinado, ao contrário dos reis da terra.

Isaías teve esta visão justamente no ano da morte do rei Uzias. A morte de um rei sempre causava desespero e instabilidade entre o povo, pois não havia garantia de que o herdeiro ao trono iria conduzir o reino da mesma forma que o pai.

A visão mostra que, independente da circunstância, Deus sempre será rei. Homens morrem, reis deixam o reinado, situações financeiras mudam, pais se separam, tragédias acontecem, mas não devemos perder a esperança, porque o Deus Todo poderoso nunca deixará de governar e de ter o controle sobre tudo o que acontece. (Sl 145.13).

Precisamos de uma visão de um Deus que esteja além de nós (num trono alto, sublime e exaltado) e não seja apenas um produto de nossa imaginação.

2- Isaías Viu a Santidade de Deus. (vv.2,3).

A segunda característica destacada por Isaías é a santidade de Deus. Os Serafins dão grande ênfase a isto ao afirmar por três vezes que Deus é santo. “… Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos…” Dizer que Deus é santo é afirmar que ele é diferente de todas as suas criaturas. Os serafins sabiam isto e cobriam o rosto e o corpo, pois eram tão diferentes de Deus que não se viam como dignos de olhar para sua face e aparecer diante dele com seus corpos tão diferentes e inferiores. Esta é uma grande revelação do caráter de Deus: a sua santidade.  A idéia básica de Santidade é “separação”, ou seja, Deus está separado e acima de sua criação. Significa também que Deus está além do Universo, acima dele, separado; e que não há nele qualquer erro, falha ou imperfeição. Esse é o Deus a quem servimos; um Deus perfeito.

A santidade divina significa que Deus é separado do pecado. (6.3).
A santidade de Deus proporciona o padrão a ser imitado. (Lv 19.2b). – “… Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.”
Tal santidade é condição para que O vejamos. (Hb 12.14).  - “… sem a santificação, ninguém verá o Senhor.”
Deus deseja ser conhecido essencialmente por Sua santidade, pois esse é o atributo pelo qual Ele é glorificado por excelência.

3- Isaías Viu a Glória de Deus. (v. 3b).

Em terceiro lugar, chamou a atenção o que os anjos afirmam que “… toda a terra está cheia da sua glória.” No texto são os Serafins que estão proclamando a “Glória de Deus”. Veja a expressão: “Toda a terra está cheia de sua glória”. Isaías podia perceber uma pequena demonstração desta glória ali dentro do Templo.

A “glória do Senhor” refere-se a uma manifestação visível da presença e do esplendor de Deus. A glória de Deus também se refere á presença visível de Deus entre o seu povo. A glória de Deus é também chamada a Shekinah de Deus. A palavra Shekinah vem do verbo hebraico que significa “habitação (de Deus)”, empregada para descrever a manifestação visível da presença e a glória de Deus.

A Glória de Deus é Manifestada:

Na criação. (Sl 19.1). “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”
No seu julgamento. (Ez 39.21). “E eu porei a minha glória entre os gentios e todos os gentios verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado.”
Na redenção. (Lc 2.13-14). “E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.”
Quando construímos uma casa para Ele. (2Cr 7.1-3). Após o rei Salomão haver construído uma das sete maravilhas do mundo antigo: O grande Santuário. A Bíblia diz que, Deus encheu aquele Santuário de uma forma tão tremenda que os sacerdotes ficaram embriagados com a glória de Deus.
Através da fé. (Jo 11.40). “Disse-lhe Jesus: Não te disse, se creres, verás a glória de Deus?”
Resumo: Assim como o profeta Isaías, Todo aquele que verdadeiramente conhece, compreende, crê e assim vive segundo a visão de Deus, revelada em Cristo Jesus e na Sua palavra, tem um estilo de vida impactado por esta mesma visão.

Precisamos conhecer compreender e viver segundo a visão, a revelação divina de que o caminho para o bom êxito é o caminho da vida em comunhão e obediência a Deus Pai, por meio de Jesus Cristo, sob a capacitação do Espírito Santo.

Deus nunca está ocupado

“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera” (Isaías 64.40).

São muitos os textos bíblicos que nos mostram Deus, sempre trabalhando, agindo, em plena atividade. Apesar de tantos afazeres Ele nunca está ocupado. Esta afirmação parece contraditória, mas não é quando se trata de Deus.

Como alguém pode trabalhar tanto e nunca estar ocupado?
Para nós seres humanos, temporais, limitados ao tempo e espaço, isso é impossível. Nem todos conseguem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, até porque existem trabalhos que exigem de nós atenção e dedicação total. Motivo pelo qual a nossa relação com o trabalho nem sempre é prazerosa, por vezes, junto com a ocupação vem a preocupação, basta uma lista de tarefas para tirar o sono de algumas pessoas.

No cumprimento das “obrigações” diárias, nos fadigamos e pra não deixarmos trabalho acumulado precisamos nos organizar. Às vezes anotamos as tarefas do dia, da semana, do mês e até do ano numa agenda para não nos esquecermos de nenhuma delas. Para nós, estar fazendo alguma coisa, importante ou não, é o mesmo que estar ocupado. Estar ocupado é estar indisponível, essa é mais uma das muitas diferenças que existem entre nós e Deus. Enquanto falta-nos tempo para tantas coisas, Ele está sempre disponível.
A nossa indisponibilidade pode nos afastar do lazer, dos amigos, da família, de nós mesmos. Isso não pode acontecer, portanto precisamos ficar atentos para exercermos uma boa administração do Tempo. Todavia o problema se agrava quando estamos ocupados demais para nos relacionar com Deus.

Ele é um Deus sempre ativo, que trabalha, e o faz por nós. “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo; as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares” (Salmos 8.3-8).

O Deus Criador dos céus, da Terra e de tudo que neles há, busca um relacionamento profundo conosco. Relacionamento é amizade, é contato, é conversa, é comunhão. Por isso no relacionamento com Deus não pode faltar a oração, mas não é somente chegar-se a Ele para pedir e pedir. Embora Deus trabalhe a nosso favor, fazendo o que não podemos fazer, Ele não é um meio para conseguirmos tudo o que desejamos. Quando nos aproximamos dEle precisamos estar conscientes de que vamos ao encontro de um amigo. 
Um amigo que nos ama, nos ouve e nos entende, um amigo a quem podemos pedir e a quem devemos sempre agradecer. Deus sente prazer em nos abençoar, “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes” (Mateus 6.8)  mas principalmente em conversar conosco.

Não esquecendo, que para que haja conversa, diálogo é necessário que falemos com Ele, e Ele conosco. Nós falamos com Deus através da oração, mesmo que silenciosa, e Deus fala conosco através de Sua Palavra escrita, através das pessoas, além de falar diretamente ao nosso “coração”. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3.22).    

Para falar com Deus e ouvi-lo falar conosco precisamos dispor de tempo, o que não é fácil, com a vida agitada que levamos. Tempo é uma das coisas mais difíceis de doar, aliás, para a maioria das pessoas, parece mais fácil doar bens materiais do que tempo. Como não encontramos tempo para fazer tudo que desejamos sempre temos que sacrificar algo, geralmente àquilo de que menos gostamos. Porque o que importa mesmo é que tenhamos tempo para as coisas que julgamos mais importantes. Infelizmente, há momentos em que Deus parece não ser tão importante, e vai sendo “empurrado” para algum “canto” de nossas vidas, para o “se sobrar tempo”. Contudo não podemos nos conformar com isso, Deus é Soberano “O SENHOR reina; está vestido de majestade” (Salmos 93.1) e ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, não podemos ofertar menos do que o melhor, de tudo que temos e somos “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Na medida em que reconhecemos a Soberania de Deus sobre nossas vidas, vai ficando cada vez mais difícil não dedicarmos a Ele o melhor; seja nas finanças, nos talentos, no tempo, etc. Nosso relacionamento com Deus deixa de ser baseado em trocas, e nossa busca consiste em nos tornarmos para Ele o que Ele é para nós. AMIGO.
 “...E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus”... (Tiago 2.23).
 
Jeconias Gonçalves.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Você é membro do corpo de Cristo.


Ao falar sobre os seguidores, ou discípulos de Jesus, as Escrituras usam várias comparações para tentar explicar a realidade espiritual que envolve essas pessoas.

Jesus fez algumas dessas comparaçãoes e também os apóstolos, em seus textos, tentataram explicar quem são essas pessoas decidem seguir o Rei e quais as implicações que sobrevêm a elas quando decidem seguir a Jesus.
·       
·        Um rebanho (Atos 20:28, João 10:11, 27-28)
·        Uma festa, um casamento...
·        Uma videira (João 15:1)
·        Uma plantação ( I Cor. 3:9)
·        Uma construção  ( I Cor. 3:9, I Pedro 2:5, Ef. 2:19-22)
·        Uma família (Ef. 2:19-10)
·        Um corpo (I Cor. 12:12-27)

Cada uma dessas comparações tem o propósito de nos ajudar a compreender melhor e viver melhor a realidade como seguidores de Jesus.

Então preciso deixar bem claro o meu entendimento de que essas comparações não falam sobre como são aqueles que tem o nome listado no rol de membros da organização, mas das características daqueles que se deixaram amar pelo Pai (amor demonstrado na Cruz), tiveram seus nomes escritos no livro da vida e se tornaram seguidores do Caminho.

Esboço, Como encontrar descanso para a alma?


Tema: Como encontrar descanso para a alma?

Texto: Jr. 6:16: Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminho, e vede, e  perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.

Introdução: Este texto apresenta algumas atitudes que se tomadas nos levarão ao descanso para a alma. Essas palavras são um esboço das palavras de Jesus em Mt 11:28-30. No Salmo 23, Deus nos dá a promessa de levar-nos às águas tranqüilas e mansas para a alma. Como entrar e estar neste descanso à alma?

I – pôr-se  a caminho.

A - O Senhor Jesus é o caminho - Jo 14:6
B - Logo, você deve estar aliançado com Cristo.
C - O caminho de Deus é perfeito, logo, você encontra perfeição nele - II Sm 22:31

II - Perguntar por Ele.

A -  Perguntar qual é o verdadeiro Caminho, o verdadeiro caminho é conhecer Deus e Jesus Cristo - Jo 17:3
B - Devemos perguntar pelo bom Caminho que é Jesus Cristo de
Nazaré - Jr. 6:16
C -  Deus te faz o convite: Se quiser perguntar, pergunte! - Is
21:12

III Andar por Ele

A - Se alguém diz estar nele, esse deve também andar como ele andou - I Jo 2:6
B - Se alguém se desviar, ouvirá a voz do Pai dizendo: Esse é o Caminho andai por ele - Is 30:21
C - Andar significa seguir o exemplo dado - II Co 12:18

Conclusão: Se você puser-se-se a caminho (relacionar-se com Jesus), se você perguntar por ele (estar disposto a conhecê-lo), e se você andar por Ele,
(Seguir seu exemplo), você terá inevitavelmente o descanso a sua alma e permanecerá lá por todos os dias da tua vida!
 
Jeconias Gonçalves

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Salmo 23 (breve exegese)
















O Senhor é o meu Pastor... Isto é relacionamento!
Nada me faltará... Isto é suprimento!
Caminhar me faz por verdes pastos... Isto é descanso!
Guia-me mansamente a águas tranqüilas... Isto é refrigério!
Refrigera minha alma... Isto é cura!
Guia-me pelas veredas da justiça... Isto é direção!
Por amor de seu nome... Isto é propósito!
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte... Isto é provação!
Eu não temeria mal algum... Isto é proteção!
Porque tu estás comigo... Isto é fidelidade!
A tua vara e o teu cajado me consolam... Isto é esperança!
Unge a minha cabeça com óleo... Isto é consagração!
E o meu cálice transborda... Isto é abundância!
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirãotodos os dias da minha vida... Isto é benção!
E eu habitarei na casa do Senhor... Isto é segurança!
Por longos dias... Isto é eternidade!

A Bíblia é suficiente pra você?

Salmo 119.96 – “toda perfeição tem o seu limite; mas o mandamento do Senhor é ilimitado.”
 
Salmo 19.7 – “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”

Dizer que algo é suficiente é dizer que não precisa de substitutos, nem complementos. De fato a Bíblia não necessita de substitutos nem de complementos. Tudo o que precisamos saber sobre Deus está na Bíblia. Os textos bíblicos acima declaram esta suficiência usando o adjetivo perfeição. Assim, a Bíblia é suficiente em si mesma, ou seja, por sua própria definição.
Mas a Bíblia é suficiente para você?
Uma boa forma de aferirmos essa suficiência em nossa experiência é refletir sobre como podemos nos aproximar do Livro Sagrado. Citaremos brevemente, a seguir, algumas formas negativas de aproximação e concluiremos com o testemunho da própria Bíblia de sua suficiência, com o intuito de incitar-nos a uma aproximação saudável.


Jeconias Gonçalves.